Prémio de melhor filme no Fantasporto, é a história de uma equipa de repórteres de televisão que decide documentar em directo uma patrulha de bombeiros em serviço durante a noite. O objectivo é registar todos os momentos destes profissionais, mesmo as situações mais arriscadas.
A primeira missão da noite é resgatar uma idosa que se encontra fechada no seu apartamento por motivos desconhecidos. Mas algo durante a missão corre terrivelmente mal. O que parecia ser uma simples tarefa de rotina torna-se num inferno. Algo sinistro e maléfico anda à solta e ameaça a corporação de bombeiros e a equipa de televisão. E a câmara continuará sempre a filmar até ao último momento...PÚBLICO
Na linhagem do "Projecto Blair Witch" e de "Nome de Código: Cloverfield", "Rec" desenha-se como um "diário filmado" em video digital: no caso, uma equipa de reportagem televisiva que acompanha a noite de um quartel de bombeiros de Barcelona dá por si isolada do mundo num prédio colocado de quarentena devido ao que parece ser um vírus contagioso. Claro que o "virus contagioso" é um eufemismo para "zombies que andam por aí a dar dentadas" (em alguns casos muito gráficas), e claro que o filme é o registo da cassete que o câmara gravou ao longo da noite. Mas falta entusiasmo e empenho a "Rec", que tomba demasiado depressa na chapaquatro do lugar-comum do filme-deterror-com-o-elenco-todo-fechado-à-espera-de-ser-comido com a displicência preguiçosa de quem não está para se chatear muito e acha que o dispositivo chega para dar a volta à coisa, sublinhada pelo despropositado histerismo de comboio-fantasma da última meia hora. Foram precisos dois realizadores e três argumentistas para isto? E isto não só vence o Fantasporto como anda a ser considerado um dos melhores filmes de terror recentes e já está a ser refeito nos EUA?