Estúdios: Fox Film Corporation EUA, 1927, Preto e Branco, 110 min.
Recomendado
pelo Cinecartaz
argumento
Jóia do cinema mudo e um dos mais belos filmes da História do Cinema, este é o primeiro filme americano do alemão F.W. Murnau. É uma história de amor e reconciliação, "a song of two humans" como diz o subtítulo do filme. Um agricultor tenta afogar a mulher, seduzido por uma mulher da cidade, mas desiste no último momento. Ela foge para a cidade, mas ele segue-a para provar o seu amor. PUBLICO.PT
Quando chegou aos Estados Unidos, Murnau vinha aureolado como autor do terror codificado em arte ("Nosferatu", 1922), como experimentador consumado, fazendo da visualidade um programa radical ("O Último dos Homens", 1924) e como transformador da literatura e dos mitos germânicos em formas fílmicas ("Fausto", 1926). Por via do seu prestígio, "Aurora" (1927) é um filme inteiramente livre, transpondo o ideário expressionista para o pragmatismo adaptável da máquina industrial hollywoodiana.
Quando ontem me dirigi ao cinema Nimas em Lisboa para ver "Aurora" de F. W. Murnau, fui apenas animada por um amor cinéfilo imenso e desconhecia que este filme partilhara com "Wings - Asas" o Óscar para Melhor Filme no primeiro ano em que os prémios da Academia foram entregues (1929). François Truffaut disse que este era "o mais belo filme do mundo" e enquanto o vemos o sentimento que nos invade, se não é esse mesmo, é deveras similar. Mudo, filmado a preto e branco, o filme é uma história de amor, plena de encanto e sensibilidade, que nos faz sorrir e chorar, que nos toca com uma pureza e uma beleza simples e extraordinária.<BR/><BR/>Os dois humanos da canção-poema que nos é mostrada...