ficha do filme
 
Persépolis
Título original: Persepolis
De: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud
Com: Chiara Mastroianni (Voz), Catherine Deneuve (Voz), Danielle Darrieux (Voz)
Género: Animação, Drama
Classificacao: M/12
 
EUA/FRA, 2007, Cores e P/B, 95 min.

 


argumento
"Persépolis" é a história de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução islâmica, a história autobiográfica de Marjane Satrapi, que já dera origem a quatro livros de banda desenhada. É através dos olhos da destemida Marjane, de nove anos, que é vista a esperança de um povo ser destruída quando os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a usar o véu e prendendo milhares de pessoas.
Inteligente e extrovertida, Marjane consegue, mesmo apesar das proibições, descobrir a cultura punk, os Abba ou os Iron Maiden. Mas quando o tio é cruelmente executado e as bombas começam a cair sobre Teerão durante a Guerra com o Iraque, o medo começa a ganhar forma. E a ousadia de Marjane torna-se uma preocupação para os pais que acabam por tomar a difícil decisão de a enviar para uma escola na Áustria. Aí, sozinha, Marjane é confundida com o fundamentalismo religioso, exactamente aquilo de que fugiu do seu país. Mas, com o tempo, acaba por ser aceite. Quando termina o liceu, Marjane decide regressar ao Irão, mas aos 24 anos percebe que não pode continuar a viver no seu país, que trocará pela França, numa decisão cheia de optimismo face ao futuro.
Um filme comovente, trágico e ao mesmo tempo cheio de humor, sobre a ignorância, a intolerância e a forma como há pessoas que continuam a lutar contra as suas consequências e por fazer a diferença. O elenco de vozes é familiar: Marjane tem a voz de Chiara Mastroianni e a mãe de Marjane tem a voz da mãe de Chiara, Catherine Deneuve; já a avó é interpretada por Danielle Darrieux, que, pode dizer-se, faz parte da família cinéfila da diva francesa com quem partilhou uma dezena de filmes.
Satrapi, que além de assinar a BD original co-realiza o filme, nasceu em Teerão em 1969, onde viveu antes de se mudar para Viena e, depois, para França. Em 2000, foi publicado o primeiro álbum da série, editado em Portugal três anos depois pelas Edições Polvo. Outro artista de BD, Vincent Parannaud - também conhecido como Winshluss, um premiado autor francês de banda desenhada alternativa - assina também a adaptação ao cinema da obra.
Distinguido com o Prémio do Júri no Festival de Cannes, o filme foi candidato ao Óscar de melhor longa-metragem de animação e, entre outras distinções, ganhou o Prémio do Público nos festivais de São Paulo e Roterdão e foi considerado o Melhor Filme de Animação pelo círculo de críticos de Nova Iorque e Los Angeles.

PÚBLICO  

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  http://www.sonyclassics.com/persepolis/
 
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votações

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0 1 2 3 4 5
 o voto do público
   
4,1


total de 143 votantes
o voto dos críticos
  Jorge Mourinha    Luís Miguel Oliveira 
  Vasco Câmara 
a crítica dos nossos críticos
 

23-02-2008
Jorge Mourinha

Persépolis
 

Começou por ser BD de culto, acabou candidata ao Óscar de melhor longa de animação; pense-se na Mafalda de Quino transposta para o Irão da revolução islâmica e igualmente corrosiva no seu olhar ao mesmo tempo lúcido e esquinado sobre as coisas e chega-se perto de "Persépolis"-filme, versão em animação estilizada a preto e branco de baixa fidelidade da autobiografia escondida com rabo de fora que era "Persépolis"-livro.

   
 
 

23-02-2008
Luís Miguel Oliveira

Extraordinária vida, a de Marjane
 

"Persépolis" tem concitado uma atenção pouco habitual para filmes de animação, conseguindo destacar-se em territórios tradicionalmente estranhos ao género (um prémio do júri em Cannes no ano passado), e em mercados, como o americano, dominados pelas grandes "máquinas" oriundas dos estúdios da Disney, da Pixar ou da Dreamworks (sucesso de que a presença de "Persépolis" na lista de nomeados para o Óscar de melhor longa-metragem de animação será o mais saliente sinal).

   
 
 

22-02-2008
Alexandra Prado Coelho

A revolução de Marjane Satrapi deu um filme
 

Leia o livro e veja o filme? Não. Veja o filme. É candidato aos Óscares. As autoridades iranianas dizem que é anti-iraniano. Marjane Satrapi diz que é pró-iraniano e não é possível não gostar do Irão vendo "Persépolis". É hilariante. Tem uma "cover" de "Eye of the Tiger". É terrível. Tem execuções, guerra. A protagonista é valente e cobarde, deprimida e eufórica. Marjane gostava que o filme fosse como a gente. Leia o livro e veja o filme? Não. Veja o filme. Mas depois de o ver, leia o livro.

   
 
 
a crítica dos nossos leitores
 

25-06-2009
K.K. Branzes

Persépolis
 

É lindo e não tem como não gostar. Maravilhoso e sutíl, se tratando de um assunto tão delicado. Maravilhoso

   
 
 
   
 
 
 
 
 
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