Aventura sobre o encontro entre nativos americanos e os europeus que partiram à conquista do novo mundo, é também a história arrebatadora da índia Pocahontas, do aventureiro John Smith e do aristocrata John Rolfe. No início do século XVII, três pequenos navios ingleses partem à conquista do novo mundo, na esperança de encontrarem lendários tesouros e ouro. Ao desembarcar em James River, na Virgínia, estabelecem a colónia de Jamestown. Mas a maioria dos 103 colonos do grupo original eram aristocratas mal preparados e consequentemente as condições de vida na colónia degradam-se rapidamente. O Capitão John Smith é então encarregado de liderar uma expedição ao longo do rio Chickahominy. Durante a expedição, os nativos da tribo Powhatan matam todo o grupo à excepção de Smith, que é levado para a aldeia. Aí conhece a filha do chefe da tribo Powhatan, Pocahontas. Ela é um espírito livre e entre os dois nasce uma relação que se tornará numa das mais famosas lendas americanas. "O Novo Mundo" é o último filme do realizador Terrence Malick, conhecido por "A Barreira Invisível". PUBLICO.PT
Confessamos uma semi-decepção. "O Novo Mundo" é muito provavelmente o pior filme de Terrence Malick (afirmação que tem que ser relativizada: tomara ao melhor de muitos parecer-se com o pior de Malick).
O mínimo que se pode dizer de Terrence Malick é que é um cineasta bissexto: apenas quatro filmes em mais de trinta anos, mas uma aura de cineasta maldito, cultivada com o estilo "blasé" de quem filma por impulso incontrolável, criando obra e evidenciando um estilo. Quando "Noivos Sangrentos" / "Badlands" estreou, em 1973, a crítica embandeirou em arco e falou-se de Orson Welles (o eterno complexo da personalidade genial, que Hollywood nunca digeriu) e de Nicholas Ray, pela temática do "rebelde sem causa", pela sombra de James Dean que passeava à solta pelo filme, pelo lado magoado e vencido do par, condenado à partida por inelutável, quase trágica, partida do destino. No entanto, compará-lo com "O Mundo a Seus Pés" era uma temeridade e acentuava a fragilidade narrativa de um pequeno exercício sobre a inscrição da rebeldia no mundo circundante, com inteiro desprezo pelas regras, irradiando embora uma energia transbordante.
Como se diz na minha terra, grande filme, vale a pena sair de casa e apreciar a beleza contida deste filme mas principalmente o silêncio nele contido. Quando falo de beleza refiro-me à excelente fotografia, pois algumas paisagens são de cortar a respiração, mas também à representacão do Sr Bale. Malick no seu melhor.