Depois do sucesso internacional de "A Princesa Mononoke" e "A Viagem de Chihiro", o mago da animação Hayao Miyazaki regressa com mais um filme cheio de magia.
Sophie, uma típica adolescente de 18 anos, vê a sua vida virada do avesso quando se cruza acidentalmente com o misterioso mas belo feiticeiro Howl. Consequentemente é transformada numa mulher de 90 anos pela vaidosa e perversa Bruxa do Desperdício. Ao embarcar numa incrível odisseia para quebrar a maldição, Sophie encontra refúgio no castelo andante de Howl onde conhece Markl, o aprendiz de Howl, e um impetuoso demónio de fogo, Calcifer. O amor e o apoio de Sophie vão ter um enorme impacto em Howl, que, em tempo de guerra, vai arriscar a sua vida para ajudar a trazer paz ao reino. PUBLICO.PT
Impõe-se relativizar. O mestre da animação nipónica habituou-nos mal - o nível de "Princesa Mononoke" e, sobretudo, do magistral "A Viagem de Chihiro" fez-nos acreditar que Hayao Miyazaki era capaz de tirar obras-primas da cartola a cada filme. Ora, "O Castelo Andante", meditação em tom de conto-de-fadas sobre a responsabilidade e a reconstrução do núcleo familiar com mensagem anti-guerra, é uma decepção face aos anteriores, o que quer dizer que é "apenas" muito bom.
Comentário aos Óscares. Só vou comentar as categorias principais. Actor Secundário: Não ganhou o melhor. George Clooney tem capacidade de expressão dramática, mas o actor tem mais espaço do que a personagem. Contudo esta categoria não tinha grandes desempenhos. Mas, e sem ter visto a interpretação do William Hurt, preferia que tivessem ganho o Matt Dillon ou Jake Gyllenhaal. Actriz Secundária: Gostei do desempenho da Rachel Weisz, não vi a Amy Adams e a Frances Macdormand, a Catherine Keener tem um desempenho apenas regular e deveria ter ganho a Michelle Williams (a dor por que a sua personagem passa sente-se). Não ganhou a melhor. Montagem: Os meus parcos conhecimentos sobre o efeito da montagem...