Estúdios: ApolloMedia ALE/BEL/EUA, 2004, Cores, 112 min.
argumento
A família Travises fica destroçada depois de uma tragédia familiar. Tim, o filho adolescente, é a ovelha negra da família e anda pela vida como se fosse um pesadelo. Ben, o pai, começa a tratar a mulher e os filhos como se fossem estranhos. E Sandy, a mãe, começa a fumar marijuana e a tratar todos com uma grande dose de sarcasmo. Como irão sobreviver estes "heróis imaginários"? PUBLICO.PT
Há aqui uma angústia familiar a la "Donnie Darko" - embora sem o onirismo do filme, tornado objecto de culto, de Richard Kelly. Mas nem é por ser reconhecível dentro de um quase-género - o dos filmes sobre famílias que implodem por causa de uma morte no seu círculo - que "Heróis Imaginários" não se cumpre verdadeiramente. É, sobretudo, por perder um ponto de vista totalizante, por se perder entre aquilo que aflige estes pais e estes filhos. Do lado da "angústia juvenil" é mais difícil evitar os "clichés" e o filme de Dan Harris não evita quase nenhum; é mais distinto quando se centra nos pais (Sigourney Weaver e Jeff Daniels). Apesar de algumas "deixas", que resultam demasiado "escritas" (pensamos sobretudo na per-sonagem de Sigourney), era por aí que deveria ter ficado mais tempo.