Jean-Pierre Jeunet volta a trabalhar com Audrey Tautou depois de "O Fabuloso Destino de Amélie". Audrey é Mathilde, uma jovem que no final da Primeira Guerra Mundial, recusa aceitar que o seu noivo morreu. Mathilde é informada que Manech morreu no campo de batalha, mas acaba por descobrir que ele fazia parte de um grupo de cinco soldados que foram condenados à morte, por um tribunal marcial, por se terem auto-mutilado para fingir ferimentos de forma a escaparem à guerra. Mas Mathilde não acredita que Manech esteja morto; se assim fosse, ela sentiria essa perda. Resolve então partir numa busca desesperada para descobrir o que realmente aconteceu a Manech. PUBLICO.PT
Nem vale a pena recapitular o caminho de Jean-Pierre Jeunet: entre "Delicatessen" (ainda realizado a meias com o parceiro Marc Caro) e "O Fabuloso Destino de Amélie" tornou-se num dos mais populares realizadores europeus.
Conheço apenas a "Amélie" e agora este de Jeunet e devo dizer que ambos os filmes são líndissimos. Depois deste filme, o que fiz foi dar uma caminhada e pensar. À medida que ia pensando no filme percebi que nos dá inconscientemente uma profunda esperança naquilo que já está ou pode estar perdido. O amor que dura e dura com o passar de tempo foi uma autêntica homenagem ao amor que dura e que quebra e passa todas as barreiras, valorizando-o e engrandecendo-o perante qualquer obstáculo. Uma coisa que tirei do filme foi o amar mesmo correndo o risco de saber que está tudo perdido, patente no amor inconcidional e eterno. Este filme deu-me a sensação, provando-a, que um sentimento deste tipo, mesmo...